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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Economia · Microempreendedores

Governo propõe perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs e lança Desenrola para microempreendedores

Projeto enviado ao Congresso beneficia 3,6 milhões de MEIs a partir de 2027, se for aprovado. Pacote anunciado a 12 dias do segundo turno inclui auxílio de até R$ 5 mil e dispensa de nota fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert
O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas para microempreendedores individuais (MEIs) e empresas do Simples Nacional. A principal delas é o perdão das dívidas de todos os MEIs inscritos na dívida ativa da União. As informações são do portal g1.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou as propostas em evento no Palácio do Planalto. O anúncio foi feito a 12 dias do segundo turno, em que Lula disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), em 25 de outubro.


As cinco medidas


1. Perdão de dívidas com a União. Um projeto de lei complementar prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs, a partir de 2027. A medida só vale se o Congresso aprovar.


2. Desenrola 3.0 para dívidas bancárias. O governo vai comprar carteiras de dívidas de MEIs com bancos, que somam cerca de R$ 6 bilhões. As instituições terão de dar desconto mínimo de 90%, e as que oferecerem os maiores abatimentos terão prioridade.


3. PixMEI. Programa em fase de estruturação que prevê repasse de até R$ 5 mil por beneficiário, sem necessidade de devolução, para investimento no negócio. Haverá assistência de parceiros como o Sebrae.


4. Aumento do teto de faturamento. Proposta que já tramita no Congresso eleva o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também permite a contratação de um segundo funcionário.


5. Dispensa de nota fiscal. Um decreto vai dispensar os MEIs de emitir nota nas vendas e nos serviços prestados a pessoas físicas. Os nanoempreendedores, que faturam até R$ 40,5 mil por ano, também ficam dispensados de nota e de abrir CNPJ.


O que diz o governo


O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que o endividamento dos microempreendedores cresceu muito depois da pandemia. Segundo ele, o governo tentou reduzi-lo nos últimos anos e concluiu que a saída é o perdão das dívidas com o Estado.


O que depende do Congresso


Das cinco medidas, duas precisam de aprovação de deputados e senadores: o perdão das dívidas com a União e o aumento do teto de faturamento. A dispensa de nota fiscal será feita por decreto. O PixMEI ainda está sendo estruturado.


Com informações do g1.

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