Ex-presidente da Petrobras propõe ajuste fiscal com revisão de benefícios tributários e controle de emendas
Estudo de José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa do PT, rejeita cortes no salário mínimo, Bolsa Família e BPC
As quatro frentes:
Benefícios tributários: rever incentivos, mantendo os que comprovem resultado em emprego, inovação e proteção ambiental, além de cesta básica, agricultura familiar e pequenos negócios, e retirar os sem eficácia demonstrada;
Arrecadação: reforçar a Receita Federal e a PGFN para cobrar dívidas de grandes empresas e contribuintes de alta renda;
Gastos: controlar emendas parlamentares, direcionar recursos a programas estruturantes e revisar contratos administrativos;
Limites sociais: rejeitar medidas que reduzam o valor real do salário mínimo, restrinjam o Bolsa Família ou o BPC, ou diminuam pisos de saúde e educação.
Números citados: gastos tributários projetados para 2027 em cerca de R$ 434,3 bilhões, que não são totalmente recuperáveis, segundo o texto; superávit primário de 3,41% do PIB (cerca de R$ 466 bilhões) para estabilizar a dívida, em simulação simplificada com juros de 11,4% e crescimento nominal de 7%, que a reportagem diz não ser meta oficial; e meta de superávit de 0,5% do PIB no projeto de orçamento de 2027.
Gabrielli argumenta que, mesmo com recuperação de receitas, a dívida não se estabiliza com juros altos, e apoia a proposta de André Lara Resende sobre coordenação entre as políticas fiscal e monetária. A matéria não traz declarações diretas dele nem a visão de economistas críticos à proposta.
Com informações do Brasil 247.



