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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Economia · Agronegócio

Bunge encerra produção de amônia e de insumo para fertilizantes em fábrica na Argentina

Empresa atribui a decisão a limitações de uma planta com mais de 50 anos e a mudanças no mercado. Sindicato, segundo veículos argentinos, cita a concorrência de importados.

Foto: Reprodução redes
A Bunge decidiu encerrar as operações industriais de sua fábrica em Campana, na província de Buenos Aires, na Argentina. A informação foi divulgada pelo g1 nesta quinta-feira (29). Veículos argentinos já haviam noticiado o anúncio na segunda-feira (26) e na terça-feira (27).


O que a unidade produzia


A fábrica fabricava amônia e tiossulfato de amônio, substâncias usadas na produção de fertilizantes. A amônia é matéria-prima de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, aplicados em culturas como milho, trigo, cevada e arroz. Segundo veículos argentinos, a produção de ureia no local foi interrompida há quase uma década. O tiossulfato de amônio entra na formulação de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre às plantas.


Os motivos, segundo a empresa


Segundo a Bunge, a decisão foi tomada depois de uma análise de alternativas operacionais e comerciais. A companhia afirma que uma combinação de fatores “compromete a viabilidade econômica da operação”. Entre eles estão limitações de infraestrutura e de tecnologia de uma planta com mais de 50 anos, além de mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de insumos.


A versão do sindicato


Representantes sindicais ouvidos por veículos argentinos relacionam o fechamento à dificuldade de competir com fertilizantes importados. A nota da empresa divulgada pelo g1 não cita esse fator. O sindicato químico também disse que pediria uma audiência urgente às autoridades trabalhistas, segundo o site El Marplatense.


Quantos trabalhadores são afetados


Os números variam. O jornal La Nación fala em 110 trabalhadores. Representantes dos trabalhadores citados pelo site Bichos de Campo estimam entre 135 e 137 empregados diretos. Alguns veículos argentinos mencionam até 250 postos de trabalho em risco, se forem incluídos funcionários de empresas contratadas. Segundo o La Nación, não foi detalhado se há possibilidade de realocação em outras operações da companhia.


A Bunge afirmou que pretende conduzir o processo com respeito aos funcionários afetados, oferecendo informações e apoio e cumprindo as obrigações correspondentes.


Participação da ACA e alcance da decisão


A Associação de Cooperativas Argentinas (ACA) participava da operação, com uma parcela equivalente a 17,5% da produção, segundo o La Nación. A Bunge disse que o encerramento se limita à fábrica de Campana e não altera as outras atividades na Argentina. A empresa também afirmou que continuará investindo em infraestrutura e ativos produtivos ligados ao processamento de matérias-primas agrícolas no país.


Quem é a Bunge


A Bunge é uma multinacional do agronegócio que atua desde a compra e o processamento de grãos até a fabricação de alimentos e ingredientes industriais. No Brasil, comercializa produtos como os óleos Soya, as farinhas Rosa Branca e margarinas e maioneses de marcas como Primor e Delícia. Também processa soja para produzir farelo para alimentação animal e matérias-primas para as indústrias de alimentos e de biocombustíveis.


Com informações do g1, do La Nación e de veículos argentinos.

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