O dirigente Julio Casares, presidente do São Paulo, fez um apelo nesta segunda-feira para que a CBF quebre o protocolo e divulgue o áudio das conversas da arbitragem de vídeo (VAR) durante o clássico diante do Palmeiras, disputado no Morumbi no último domingo.
De acordo com Casares, a regra atual da CBF estabelece que áudios não são divulgados em lances nos quais o VAR não acionou o árbitro de campo para a revisão no monitor. Ele argumentou que, mesmo assim, é necessário transparência para entender o que ocorreu nos momentos polêmicos da partida.
“É hora de ter firmeza. Apoiei o presidente da CBF e continuo apoiando, mas o protocolo impede a liberação quando o árbitro não é chamado ao monitor. Presidente, vamos quebrar o protocolo. Precisamos do áudio para imaginar o que aconteceu”, disse Casares. Ele adicionou que não se trata só de protesto do São Paulo, mas de um pleito da comunidade esportiva. Segundo ele, “fomos prejudicados, influenciou diretamente no resultado do jogo”.
O clube reclama de cinco lances específicos em que julga haver erros arbitrários que afetaram o desfecho, destacando um pênalti não marcado sobre Tapia e outras jogadas controvertidas. Casares afirmou que, apesar de sancionados os árbitros responsáveis, não basta suspensão temporária — há necessidade de uma mudança estrutural no uso do VAR.
Em seu pronunciamento completo, ele propôs duas medidas:
- Instituir o “desafio técnico”, pelo qual cada treinador poderia acionar o VAR até duas vezes por partida, de acordo com regulamentação.
- Que, em todas as partidas, os áudios das conversas entre árbitro de campo e cabine do VAR sejam anexados à súmula e disponibilizados publicamente.
Ele encerrou pedindo que a CBF e seus dirigentes ajam com transparência e comprometimento, afirmando que o momento exige que o episódio no Morumbi seja um ponto de virada para a arbitragem no país.













