Lula rejeita classificação de facções brasileiras como terroristas e cita 8 de Janeiro
Presidente afirmou que PCC e Comando Vermelho não devem ser classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos e relacionou o termo aos atos de 8 de janeiro.
A declaração foi feita durante um evento no Rio de Janeiro, onde Lula apresentou ações integradas de segurança pública. Segundo o presidente, o governo precisa combater o crime organizado, mas a classificação das facções como terroristas não deve ser adotada.
Lula também relacionou o conceito de terrorismo aos atos de 8 de janeiro e às investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Em sua fala, mencionou o planejamento de ataques contra autoridades, incluindo ele próprio, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
Durante o evento, o presidente também afirmou que o Brasil precisa ampliar os investimentos em segurança nacional, especialmente para o controle das fronteiras.
Na área de segurança pública, Lula declarou que, caso seja reeleito, pretende retomar territórios ocupados por organizações criminosas e criar um Ministério da Segurança Pública.
As declarações ocorrem em meio à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que gerou reação do governo brasileiro.



