Pular para o conteúdo

quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

Diário de Notícia ES

Notícias do Espírito Santo

Política · Eleições 2026

Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro, mas diz que ele pode ficar nos EUA o tempo que quiser

Presidente americano falou a jornalistas em Mar-a-Lago; governo dos EUA nega envolvimento direto na saída do político brasileiro do país

Mar-a-Lago, residência de Donald Trump em Palm Beach, na Flórida (EUA).
Foto: Jud McCranie/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou um encontro com Flávio Bolsonaro (PL), mas disse que ele pode permanecer no país pelo tempo que quiser. A declaração foi dada a jornalistas no sábado (31), em Mar-a-Lago, residência de Trump em Palm Beach, na Flórida, segundo o Brasil de Fato, que reproduz material da AFP e do Opera Mundi. O texto parafraseia o presidente e não traz citações diretas.


Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa presidencial, está nos Estados Unidos e desembarcou em Miami. De acordo com o Brasil de Fato, ele deixou o Brasil apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os passaportes em um inquérito sobre crimes contra instituições democráticas. A Agência Brasil informa que ele é investigado por suposto pagamento de R$ 60 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades, segundo a agência. O Diário de Notícia ES não localizou, nas fontes consultadas, manifestação mais recente da defesa sobre o episódio.


O Brasil de Fato afirma que o trajeto até os EUA teria passado por Puerto Iguazú, na Argentina, e pelo Equador, e teria sido articulado com apoio de governos de direita. Trata-se de alegação do veículo, não confirmada oficialmente. Segundo a publicação, após chegar, Flávio divulgou uma carta em que se refere a si mesmo como "presidente eleito" — classificada pelo veículo como "carta golpista".


O que dizem os EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou, segundo a AFP, durante reunião de chanceleres do G20 em Atlanta: "O governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido". O New York Times e o Wall Street Journal, citados pelo Brasil de Fato, informam que o avião foi fretado por Jason Miller, descrito como assessor de Trump. A AFP relata que o diretor da empresa aérea disse que um intermediário pagou o voo com recursos de uma conta bancária americana. Esses relatos contrariam a versão de Rubio e não foram confirmados oficialmente.


Parlamentares democratas dos EUA enviaram carta a Rubio sobre a suposta ajuda da Casa Branca à viagem, segundo a Agência Brasil.


Com informações do Brasil de Fato, da AFP e da Agência Brasil.

Leia também

Receba as notícias por e-mail

Um resumo do que aconteceu no Espírito Santo. Só o seu e-mail, e você sai da lista quando quiser.