Pular para o conteúdo

quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

Diário de Notícia ES

Notícias do Espírito Santo

Política · Segurança pública

Senado deve votar nesta quinta a PEC da Segurança Pública; oposição tenta incluir redução da maioridade penal

Plenário aprovou calendário especial para votar os dois turnos no mesmo dia. Emenda de aliados de Flávio Bolsonaro reduz a idade penal para 16 anos e, em crimes graves, para 14

Plenário do Senado Federal, em Brasília
Foto: Carlos Moura / Agência Senado
O plenário do Senado deve votar nesta quinta-feira (15) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O tema é prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública depois da aprovação. As informações são do g1 e da GloboNews.


Para ser aprovada, uma PEC precisa de pelo menos três quintos dos votos, ou seja, 49 dos 81 senadores, em cada uma das duas votações.


Calendário acelerado


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluiu a análise do texto na manhã de quarta-feira (14). O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou as mudanças e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.


À noite, o plenário aprovou um calendário especial que dispensa os prazos do regimento. Normalmente, uma PEC passa por cinco sessões de debate antes do primeiro turno e por mais cinco dias úteis e três sessões antes do segundo. Com a mudança, os dois turnos podem ser votados sem intervalo.


A estratégia dos governistas é concluir a votação antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Segundo o g1, o principal articulador do calendário foi o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM).


O que a PEC prevê


O texto coloca na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), para integrar o combate ao crime organizado entre União, estados e municípios. Entre os principais pontos:


presídios de segurança máxima obrigatórios para integrantes de facções e milícias;

proibição ou restrição de progressão de regime, liberdade provisória e saída temporária para esses presos;

confisco de bens ligados a organizações criminosas;

permissão para os municípios criarem polícias municipais;

ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal para hidrovias e ferrovias.


Emenda sobre maioridade penal


O PL e outros partidos de oposição apresentaram uma emenda para incluir na PEC a redução da maioridade penal:


para 16 anos, na maior parte dos crimes;

para 14 anos, em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização criminosa, entre outros.


A emenda é do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, que também a assina e anunciou a medida nas redes sociais. Segundo Marinho, é preciso punir os adolescentes para evitar que sejam recrutados pelo crime organizado.


O tema não tem ligação direta com a PEC do governo. Já existe outra proposta sobre maioridade penal em análise em uma comissão especial da Câmara.


Se o Senado alterar o conteúdo do texto, a PEC precisa voltar para nova análise dos deputados.


Ministério permanente


O governo quer que a criação do Ministério da Segurança Pública tenha respaldo na Constituição, para que a pasta não possa ser extinta por decreto. Depois da aprovação na CCJ, Lula telefonou para o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), para agradecer.


Com informações do g1 e da GloboNews.

Leia também

Receba as notícias por e-mail

Um resumo do que aconteceu no Espírito Santo. Só o seu e-mail, e você sai da lista quando quiser.