Polícia de São Paulo investiga nove mortes com sinais de execução em 30 dias; ligação entre os casos é descartada
Corpos foram encontrados entre setembro e outubro em quatro regiões da capital. Secretário da Segurança diz que não há indício de um mesmo autor nem de assassino em série
Os corpos foram encontrados em condições diferentes: dentro de sacos, enrolados em cobertores, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados. Todos os casos são tratados como homicídio.
As vítimas são oito homens e uma mulher. Oito já foram identificadas. Até agora, ninguém foi preso.
Onde os casos ocorreram
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apura quatro casos na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste. Não houve registro desse tipo no Centro.
Entre as ocorrências estão:
5 de setembro: corpo encontrado ensacado e amarrado em uma rua do Jabaquara, na Zona Sul
19 de setembro: corpo esquartejado achado em um barranco no Jaçanã, na Zona Norte
27 de setembro: cabeça encontrada em uma praça no Jardim São Luís, na Zona Sul
Polícia não vê ligação entre as mortes
Nas redes sociais, circulou a hipótese de que os crimes seriam obra de um assassino em série. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou a possibilidade. Ele disse ao g1 que cada caso tem uma história e que as mortes ocorreram de formas e em locais diferentes.
Policiais ouvidos pela reportagem afirmam que nada indica que as vítimas se conhecessem ou que os crimes tenham os mesmos autores. O ponto em comum entre alguns casos é o modo como os corpos foram deixados, em sacos plásticos ou envoltos em tecidos. A forma como as vítimas foram mortas varia.
O que diz a Secretaria da Segurança
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o DHPP investiga cada caso de forma individual e que as apurações não apontam ligação entre as ocorrências nem autoria única.
Segundo a pasta, o uso de sacos ou tecidos em alguns casos não indica, por si só, relação entre os crimes, e pode estar ligado ao transporte ou à ocultação dos corpos.
A secretaria afirma que, nos casos em que as vítimas foram identificadas, as equipes já trabalham com suspeitos e possíveis motivações. Todos os casos têm inquérito aberto.
Hipóteses
Entre as linhas de investigação estão vingança, justiçamento e desavenças. A polícia também apura se houve participação de integrantes de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Parte das vítimas tinha passagens pela polícia, o que reforça, para os investigadores, a hipótese de que tenham sido mortas por outros criminosos.
Com informações do g1 SP e da TV Globo.



