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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Polícia · Violência em SP

Polícia de São Paulo investiga nove mortes com sinais de execução em 30 dias; ligação entre os casos é descartada

Corpos foram encontrados entre setembro e outubro em quatro regiões da capital. Secretário da Segurança diz que não há indício de um mesmo autor nem de assassino em série

Policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as mortes em São Paulo
Foto: Divulgação
A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com características de execução registradas na capital em um intervalo de cerca de 30 dias, entre o início de setembro e o começo de outubro. As informações são do g1 SP e da TV Globo.


Os corpos foram encontrados em condições diferentes: dentro de sacos, enrolados em cobertores, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados. Todos os casos são tratados como homicídio.


As vítimas são oito homens e uma mulher. Oito já foram identificadas. Até agora, ninguém foi preso.


Onde os casos ocorreram


O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apura quatro casos na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste. Não houve registro desse tipo no Centro.


Entre as ocorrências estão:


5 de setembro: corpo encontrado ensacado e amarrado em uma rua do Jabaquara, na Zona Sul

19 de setembro: corpo esquartejado achado em um barranco no Jaçanã, na Zona Norte

27 de setembro: cabeça encontrada em uma praça no Jardim São Luís, na Zona Sul


Polícia não vê ligação entre as mortes


Nas redes sociais, circulou a hipótese de que os crimes seriam obra de um assassino em série. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou a possibilidade. Ele disse ao g1 que cada caso tem uma história e que as mortes ocorreram de formas e em locais diferentes.


Policiais ouvidos pela reportagem afirmam que nada indica que as vítimas se conhecessem ou que os crimes tenham os mesmos autores. O ponto em comum entre alguns casos é o modo como os corpos foram deixados, em sacos plásticos ou envoltos em tecidos. A forma como as vítimas foram mortas varia.


O que diz a Secretaria da Segurança


Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o DHPP investiga cada caso de forma individual e que as apurações não apontam ligação entre as ocorrências nem autoria única.


Segundo a pasta, o uso de sacos ou tecidos em alguns casos não indica, por si só, relação entre os crimes, e pode estar ligado ao transporte ou à ocultação dos corpos.


A secretaria afirma que, nos casos em que as vítimas foram identificadas, as equipes já trabalham com suspeitos e possíveis motivações. Todos os casos têm inquérito aberto.


Hipóteses


Entre as linhas de investigação estão vingança, justiçamento e desavenças. A polícia também apura se houve participação de integrantes de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).


Parte das vítimas tinha passagens pela polícia, o que reforça, para os investigadores, a hipótese de que tenham sido mortas por outros criminosos.


Com informações do g1 SP e da TV Globo.

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