Osso, gordura e resto de carne saem do frigorífico e voltam ao campo como ração no ES
Cadeia liga abatedouros capixabas a uma indústria em Fundão e chega às granjas de Santa Maria de Jetibá, onde sustenta a produção de ovos.
O que sai do frigorífico sem serventia para o consumo humano não termina no lixo. Toneladas de restos de carne, gordura e ossos são recolhidas diariamente no Espírito Santo e processadas para virar ingrediente de ração animal.
O circuito é curto e fica todo dentro do estado: começa nos abatedouros capixabas, passa por uma indústria de processamento em Fundão, na Região Metropolitana de Vitória, e termina nas granjas da Região Serrana.
Onde a ração chega
Na granja da avicultora Jerusa Sthur, em Santa Maria de Jetibá, quase 100 mil galinhas produzem cerca de 2,7 milhões de ovos por mês, vendidos sobretudo para Minas Gerais e Rio de Janeiro. A alimentação é reposta oito vezes por dia para que a ração nunca falte.
"Eu comparo com a gente, né? Se a gente tiver uma boa alimentação, a gente tem uma boa saúde. A galinha é a mesma coisa. Se ela tiver uma ração de qualidade, uma ração boa, ela vai dar os frutos que precisa dar", disse a produtora.
Com informações do g1 Espírito Santo.



