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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Política · Pena de morte

ONU classifica como tortura a transmissão ao vivo de execução anunciada pelos EUA

Fuzilamento do autor de um massacre que matou 13 pessoas no Texas em 2009 está marcado para 3 de dezembro. Será a primeira execução feita pelas Forças Armadas americanas desde 1961

O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hasan, em foto sem data divulgada pelas autoridades
Foto: AP
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou nesta sexta-feira (9) que considera uma forma de tortura a decisão dos Estados Unidos de transmitir ao vivo o fuzilamento de um condenado à morte. A execução está marcada para 3 de dezembro. As informações são da agência France Presse (AFP), publicadas pelo portal g1.


O condenado é Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército americano, autor de um massacre que deixou 13 mortos no Texas em 2009. Na quinta-feira (8), um representante do Pentágono disse à AFP, sob anonimato, que a execução será transmitida ao vivo.


Será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas dos EUA desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial.


O que diz a ONU


Em mensagem enviada à AFP, o Alto Comissariado afirmou que transmitir uma execução ao vivo equivale a realizá-la em público e “violaria a proibição absoluta da tortura”.


O órgão lembrou que já se manifestou da mesma forma sobre execuções públicas no Afeganistão e no Irã, que considera uma pena cruel, desumana e degradante.


Segundo o Alto Comissariado, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos proíbe as execuções públicas. Descumprir essa regra tornaria a execução arbitrária e representaria uma violação do direito à vida.


Com informações da AFP e do g1.

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