ONU classifica como tortura a transmissão ao vivo de execução anunciada pelos EUA
Fuzilamento do autor de um massacre que matou 13 pessoas no Texas em 2009 está marcado para 3 de dezembro. Será a primeira execução feita pelas Forças Armadas americanas desde 1961
O condenado é Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército americano, autor de um massacre que deixou 13 mortos no Texas em 2009. Na quinta-feira (8), um representante do Pentágono disse à AFP, sob anonimato, que a execução será transmitida ao vivo.
Será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas dos EUA desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial.
O que diz a ONU
Em mensagem enviada à AFP, o Alto Comissariado afirmou que transmitir uma execução ao vivo equivale a realizá-la em público e “violaria a proibição absoluta da tortura”.
O órgão lembrou que já se manifestou da mesma forma sobre execuções públicas no Afeganistão e no Irã, que considera uma pena cruel, desumana e degradante.
Segundo o Alto Comissariado, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos proíbe as execuções públicas. Descumprir essa regra tornaria a execução arbitrária e representaria uma violação do direito à vida.
Com informações da AFP e do g1.



