Morte de Netinho: entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que atingiu o cantor
Doença se desenvolve nas células do sistema linfático e reúne mais de 40 tipos diferentes. Chance média de cura fica entre 60% e 70%, segundo associação de pacientes
O que é a doença
O linfoma não Hodgkin é um câncer que começa nas células do sistema linfático, rede que participa da defesa do organismo. Essas células passam a se multiplicar e a se espalhar de forma desordenada.
Não se trata de uma doença única. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 40 tipos. Alguns evoluem devagar, e outros são mais agressivos.
Como o tecido linfático está espalhado pelo corpo, o câncer pode começar em diferentes lugares. A doença atinge pessoas de todas as idades, mas é mais comum nas mais velhas.
Principais sintomas
Aumento dos gânglios, com caroços no pescoço, nas axilas e na virilha
Febre
Suor noturno
Perda de peso
Cansaço e fraqueza
Coceira na pele
Tosse
Tratamento e chances de cura
O tratamento depende do tipo de linfoma. As opções incluem quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea, terapias-alvo e CAR T-cell, técnica que usa células de defesa do próprio paciente para combater o câncer.
Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), as chances de cura ficam, em média, entre 60% e 70%. O índice varia conforme o subtipo e a extensão da doença.
O hematologista Guilherme Duffles, da Unicamp e coordenador do Comitê de Linfomas da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, explica que o tempo de remissão também pesa. Pacientes que têm uma recaída logo depois do primeiro tratamento tendem a evoluir pior do que aqueles em que a doença demora a voltar. Segundo ele, pacientes mais jovens ou com menos doenças associadas costumam tolerar tratamentos mais intensos.
Diferença para o linfoma de Hodgkin
Os dois começam no sistema linfático e têm sintomas parecidos, mas são grupos diferentes de câncer. A distinção é feita pela biópsia.
No linfoma de Hodgkin, o exame encontra um tipo específico de célula alterada, chamada de Reed-Sternberg. A doença costuma avançar de forma mais previsível, de um grupo de gânglios para o vizinho, e é mais frequente em adultos de 20 a 35 anos e em pessoas com mais de 60.
Os linfomas não Hodgkin são mais variados e atingem com mais frequência órgãos fora do sistema linfático.
O caso de Netinho
O cantor começou o tratamento em março de 2025 e passou a publicar vídeos sobre a recuperação. Ainda naquele ano, a doença entrou em remissão.
Em maio de 2026, ele contou aos fãs que o câncer tinha voltado, de forma mais agressiva. Em junho, anunciou que havia recebido alta médica do tratamento.
Com informações do g1.



