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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Política · Trama golpista

Moraes manda prender Eduardo Bolsonaro e determina cancelamento de seus passaportes

Condenação do ex-deputado a 4 anos e 2 meses por coação no curso do processo se tornou definitiva em 3 de outubro. Ele vive nos Estados Unidos desde 2025

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro
Arte: g1
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ele foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. As informações são do g1 e da TV Globo.


Na decisão, assinada na quarta-feira (7), Moraes mandou expedir um mandado de prisão, a ser cumprido pela Polícia Federal, e incluí-lo no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).


O ministro também determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025.


Condenação definitiva


Segundo a decisão, a condenação transitou em julgado em 3 de outubro. Isso significa que não cabem mais recursos e que a pena pode começar a ser executada. A certificação foi feita pela Secretaria Judiciária do STF em 5 de outubro.


A Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade em junho. Em setembro, rejeitou, também por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa. O voto de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Como não houve novo recurso no prazo, o processo foi encerrado.


Outras medidas


Além da prisão e do cancelamento dos passaportes, Moraes determinou:


a abertura do procedimento de execução penal;

o envio de documentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a cobrança da multa de 50 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos;

a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a suspensão dos direitos políticos de Eduardo enquanto durarem os efeitos da condenação;

a comunicação ao diretor-geral da Polícia Federal, para as providências sobre a perda do cargo de escrivão da PF, prevista na condenação.


Por que ele foi condenado


A PGR sustentou que Eduardo atuou nos Estados Unidos para provocar retaliações contra o Brasil e contra integrantes do Judiciário. O objetivo, segundo a acusação, era impedir a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo sobre a trama golpista.


De acordo com a decisão do STF, ele usou o cargo de deputado federal para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, entre elas ministros do Supremo e o procurador-geral da República. Os ministros entenderam que a articulação para influenciar decisões judiciais configurou grave ameaça, e que documentos, registros digitais e declarações públicas comprovaram o crime.


O que disse a defesa


Eduardo foi defendido no processo pela Defensoria Pública da União (DPU). A defesa pediu a absolvição e argumentou, entre outros pontos, que as manifestações dele estavam protegidas pela liberdade de expressão. O pedido foi rejeitado.


Com informações do g1 e da TV Globo.

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