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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Política · Direitos do trabalhador

Ministério do Trabalho recebe cerca de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias

Canal específico foi aberto em 28 de outubro; São Paulo lidera, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina

Urna eletrônica brasileira, modelo UE2020. Imagem ilustrativa.
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE, via Wikimedia Commons (domínio público)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu cerca de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico, aberto em 28 de outubro. Os dados foram divulgados neste domingo (1º) pelo Brasil de Fato, com conteúdo originalmente publicado pela Agência Brasil.


São Paulo concentra o maior número de registros, com 1.325 denúncias, seguido por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). A Região Sudeste responde por 48,5% das ocorrências.


Segundo o ministério, as denúncias já estão sendo apuradas. Elas são mantidas em sigilo e encaminhadas aos órgãos competentes. O canal foi criado após surgirem relatos desse tipo na internet e em órgãos competentes.


O que é assédio eleitoral. Trata-se da pressão de chefes ou superiores hierárquicos para que o trabalhador vote ou deixe de votar em determinado candidato. Demitir alguém por sua opção política também é considerado assédio. Se comprovado, a empresa pode ser obrigada a readmitir o empregado e a pagar indenização por danos morais.


Como denunciar. As denúncias podem ser feitas no site do Ministério do Trabalho e Emprego (assedioeleitoral.trabalho.gov.br) ou no do Ministério Público do Trabalho (mpt.mp.br/assedio-eleitoral). As reportagens consultadas não trazem a posição de empresas ou entidades patronais sobre o tema.


Com informações do Brasil de Fato e da Agência Brasil.

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