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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Política · Eleições 2026

Mesmo com derrota de Flávio, quatro integrantes da família Bolsonaro terão mandato no Congresso a partir de 2027

Michelle e Carlos serão senadores, e Jair Renan e Renato, deputados federais. Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro ficarão sem mandato.

Foto: Isac Nóbrega/PR; NSC TV/Reprodução; Evaristo Sa/AFP/Arquivo; Redes sociais
O sobrenome Bolsonaro continuará presente no Congresso Nacional a partir de 2027, mesmo depois da derrota de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência. Quatro integrantes da família, todos do PL, foram eleitos em outubro: dois para o Senado e dois para a Câmara dos Deputados.


Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro ficam sem mandato


Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Lula por 4,4 milhões de votos e viajou para os Estados Unidos. Na quarta-feira (28), divulgou uma carta em que não reconhecia o resultado e se apresentava como “presidente eleito”. Depois publicou outra versão, em que se declarou “líder do Brasil”. Ele nega que tenha fugido do país.


O g1 informa que, derrotado nas urnas, Flávio ficará sem cargo político e sem foro privilegiado pela primeira vez desde 2003, quando assumiu o primeiro mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro. O senador é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em apuração sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, segundo reportagens. De acordo com o Estadão Conteúdo, ele rechaça qualquer irregularidade na captação dos recursos. Ser investigado não significa ter sido acusado ou condenado.


Nos EUA, Flávio se juntou ao irmão Eduardo Bolsonaro, que vive no país desde fevereiro de 2025. O ex-deputado perdeu o mandato e foi condenado pelo STF por coação no curso do processo, por ter tentado interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo diz ser perseguido pela Justiça brasileira. Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar.


Michelle Bolsonaro: senadora pelo DF


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa de Jair Bolsonaro, foi eleita senadora pelo Distrito Federal em sua primeira disputa nas urnas. Ela teve 938.496 votos, ou 29,05%. Michelle também ajudou a eleger a aliada Bia Kicis (PL-DF) para a segunda vaga do DF no Senado.


Carlos Bolsonaro: senador por Santa Catarina


Carlos Bolsonaro (PL-SC) transferiu o título de eleitor do Rio de Janeiro, onde construiu a carreira como vereador, para Santa Catarina. Ficou com a segunda vaga em disputa no estado, com cerca de 1,9 milhão de votos. A primeira colocada foi Carol de Toni (PL-SC), aliada da família.


Jair Renan Bolsonaro: deputado federal por Santa Catarina


O filho mais novo do ex-presidente foi eleito deputado federal por Santa Catarina. Jair Renan foi o quarto mais votado do estado, com 131.555 votos. Atualmente, ele é vereador em Balneário Camboriú (SC).


Renato Bolsonaro: deputado federal por São Paulo


Irmão mais novo de Jair, Renato Bolsonaro (PL-SP) foi eleito deputado federal por São Paulo, com 379.312 votos, sexto mais votado no estado. Capitão reformado do Exército, já havia disputado eleições para vereador, prefeito e deputado na região do Vale do Ribeira, em São Paulo. Foi vereador em Praia Grande na década de 1990.


Quem não se elegeu


Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), ex-mulher de Jair e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, disputou uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro. Recebeu 65.496 votos e não se elegeu. Foi vereadora por dois mandatos no Rio na década de 1990.


Outro lado


A reportagem de origem não traz manifestação de Flávio, Eduardo ou Jair Bolsonaro, nem dos parlamentares eleitos, sobre os assuntos citados.


Com informações do g1, do Estadão Conteúdo e de outros veículos.

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