Lula envia carta a evangélicos e pede “discernimento” na escolha do voto
Texto cita combate às bets, dois dias de descanso semanal e proteção às famílias. Presidente enfrenta desvantagem nesse eleitorado, em que Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas
O que diz a carta
Lula afirma que não é evangélico, mas tem “total respeito” por quem é, e diz compartilhar com os fiéis o compromisso de cuidar das famílias. Ele conta a trajetória pessoal e atribui à proteção divina ter chegado até a disputa pelo quarto mandato.
Entre as ações do governo, o presidente destaca:
o combate às apostas on-line, que, segundo ele, estão destruindo lares;
a defesa de dois dias de descanso semanal, que ele relaciona a mais tempo com a família e na igreja;
a proteção às mulheres e às crianças e o combate ao crime organizado;
a melhoria da saúde pública, o aumento da renda e a preservação da natureza.
Lula afirma ainda que não podem acusá-lo de defender políticas que fecham templos ou destroem vidas. No fim, diz saber que, nas famílias evangélicas, as decisões são tomadas em oração, e pede que os fiéis peçam “discernimento” a Deus para escolher o voto.
Desvantagem entre evangélicos
A carta é enviada em um segmento em que o presidente enfrenta resistência. Na pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, ainda no primeiro turno, Lula tinha 27% das intenções de voto entre evangélicos, e Flávio Bolsonaro, 46%. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores e está registrada no TSE com o número BR-06520/2026. A margem de erro em recortes como esse é maior que a do total.
As pesquisas Datafolha também mostram vantagem de Flávio entre os evangélicos.
Estratégia não é nova
Em junho, o PT já tinha divulgado uma carta a esse público. Em 2022, a campanha de Lula publicou uma mensagem em que ele defendia a liberdade religiosa e se dizia pessoalmente contra o aborto.
Canal “Cristãos com Lula 13”
Também nesta quarta, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que é católico, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico, divulgaram um vídeo convidando o público religioso a entrar no canal “Cristãos com Lula 13”.
A iniciativa coincide com a suspensão por 48 horas do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A medida foi determinada na terça-feira (13) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques.
Com informações do g1.



