Flávio Bolsonaro muda de posição e declara voto a favor do fim da escala 6x1
Candidato do PL criticava a PEC e defendia a negociação direta entre patrão e empregado. Votação em primeiro turno no Senado está prevista para quarta-feira (14)
A proposta está na pauta do Senado e deve ser votada em primeiro turno na quarta-feira (14).
“Vou votar a favor do fim da 6x1”, disse Flávio em entrevista. Ele afirmou que tem percorrido o país, que a maioria dos trabalhadores quer a mudança e que vai se posicionar conforme a vontade da maioria. Acrescentou, porém, que defende “algo ainda melhor”.
O candidato vinha sendo cobrado a se manifestar pelo adversário no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O que ele defendia
Flávio disse que continua favorável à liberdade de negociação entre empregador e empregado, para que cada pessoa monte seus horários. Ele questionou como ficam, com a PEC, quem trabalha em casa e as mães que só podem trabalhar meio período.
O g1 observa que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já tem regras para o teletrabalho e para gestantes e mulheres que deram à luz recentemente.
Na semana passada, o senador tinha afirmado que seu projeto era “infinitamente melhor” e que permitiria ao trabalhador escolher a própria carga horária. O texto alternativo é do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que articulava o adiamento da votação e chegou a dizer que discutir a PEC agora não faz bem ao país.
Nesta terça, Flávio classificou o debate sobre a jornada como um processo de evolução e disse que o trabalhador precisa ter direito a uma folga maior.
O que diz a PEC
O texto, apresentado por parlamentares de esquerda e já aprovado pela Câmara, fixa a jornada máxima em 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário.
Visita ao pai
A declaração foi dada depois de uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre em casa a pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
Flávio estava impedido de visitá-lo desde julho. A suspensão foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por descumprimento de medidas cautelares, depois da divulgação de uma carta do ex-presidente em apoio à candidatura do filho. Na segunda-feira (12), passados 90 dias, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da defesa e liberou as visitas.
Com informações do g1.



