Eleições de meio de mandato nos EUA nesta terça (3): análise vê limite ao poder de Trump
Democratas precisam de ganho líquido de quatro cadeiras para retomar a Câmara; veto presidencial segue como freio
Os números citados. A Câmara tem hoje 218 republicanos e 214 democratas; os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras para ter maioria. No Senado, os republicanos têm 53 das 100 vagas. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro mostrou 47% dos eleitores registrados preferindo candidatos democratas e 36%, republicanos, e aprovação de Trump de 32%; a reportagem não informa tamanho da amostra nem margem de erro. Outra pesquisa da Reuters/Ipsos indicou que 73% consideram que o custo de vida caminha na direção errada. O Pentágono estimou em US$ 47,1 bilhões o custo da guerra com o Irã, segundo levantamento obtido pela agência AP e citado no texto.
O que muda, segundo a análise. Uma maioria democrata em uma ou nas duas Casas abriria espaço para mais fiscalização, audiências, influência sobre o orçamento e poder de barrar indicações, inclusive de juízes federais se o Senado mudar de mãos. Mas Trump mantém o poder de veto, e derrubá-lo exige dois terços das duas Casas; uma mudança não reverteria automaticamente sanções nem forçaria o reconhecimento do resultado da eleição brasileira.
Brasil. O texto lembra o "tarifaço" de 2025, as sanções a autoridades brasileiras e a acusação, sem provas, de que Trump questionou a vitória de Lula. Segundo a reportagem, 25 deputados democratas escreveram ao secretário de Estado, Marco Rubio, sobre os vistos e a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Fontes não identificadas do Itamaraty avaliam que a reeleição de Lula fortaleceu a posição brasileira.
Opiniões. A analista Zoe Alexandra, da BreakThrough News, vê um eventual triunfo democrata como "golpe duro" em Trump, mas diz que, historicamente, democratas não cumpriram o que prometeram. Stephanie Weatherbee, da Assembleia Internacional dos Povos, avalia que uma pequena maioria democrata teria dificuldade de encerrar a guerra com o Irã. A análise é de um veículo e de especialistas; o texto não traz a visão do Partido Republicano nem da Casa Branca.
Com informações do Brasil de Fato.



