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quarta-feira Vitória, 4 de novembro de 2026

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Economista da campanha de Flávio Bolsonaro diz que Banco do Brasil, Caixa e Petrobras não serão privatizados

Adolfo Sachsida também prometeu manter os programas sociais, reduzir ministérios e combater supersalários. Posição difere da defendida no governo Jair Bolsonaro, e a declaração não menciona os Correios

O economista Adolfo Sachsida, integrante da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, em imagem de arquivo
Foto: Adriano Machado / Reuters
O economista Adolfo Sachsida, que integra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta quinta-feira (8) que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não serão privatizados se o candidato vencer a eleição. As informações são do portal g1.


Em vídeo publicado em uma rede social, Sachsida se dirigiu aos funcionários das três empresas. “Nenhuma dessas empresas será tocada”, disse. Ele afirmou que o governo vai fortalecer a gestão das estatais para que voltem a dar lucro.


Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. A equipe econômica do candidato tem perfil liberal e vinha defendendo a privatização de estatais.


Diferença em relação ao governo Jair Bolsonaro


A posição é diferente da que prevaleceu no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2020, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a venda do Banco do Brasil em uma reunião ministerial. Em 2021, defendeu também a privatização da Petrobras. Nenhuma das duas foi levada adiante.


Sachsida fazia parte da equipe de Guedes no Ministério da Economia.


Correios ficaram de fora


Na declaração, o economista não citou os Correios. A estatal tem registrado prejuízos seguidos e recebido aportes do governo. Ela estava no programa de desestatização do governo Bolsonaro, mas não foi vendida.


Supersalários e ministérios


Sachsida disse que os servidores públicos serão respeitados e que o ajuste fiscal de um eventual governo será concentrado nos excessos. Ele prometeu reduzir o número de ministérios, hoje 39, e barrar os chamados supersalários. Segundo o economista, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês.


O tema também já foi tratado pelo governo atual. Em 2023, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o Congresso regulamentasse a lei sobre supersalários no serviço público.


Programas sociais


O economista afirmou ainda que um governo Flávio Bolsonaro vai preservar e fortalecer todos os programas sociais, e citou o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).


Com informações do g1.

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