Ataque a ônibus com civis deixa 33 mortos no leste da Ucrânia; Kiev acusa a Rússia
Bombardeio em rua movimentada de Kramatorsk feriu outras 18 pessoas, segundo autoridades ucranianas. Governo local fala em ataque deliberado a civis. Moscou não se manifestou
Kramatorsk fica perto de uma das frentes de batalha da guerra, que já dura quatro anos e meio. Segundo a polícia, dois ônibus com civis passavam pela rua no momento do bombardeio. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o veículo atingido estava parado em um ponto de ônibus. O ônibus pegou fogo.
Bomba de precisão
A Polícia Nacional da Ucrânia afirma que a Rússia usou uma bomba aérea de precisão do modelo UMPB D-30SN, o mesmo tipo empregado em 2024 contra alvos específicos.
Para o governador da região de Donetsk, Vadym Filashkin, o uso desse armamento reforça a intenção de atingir civis. Ele afirmou que os russos atacam civis de forma deliberada e que as vítimas não podem ser tratadas como consequência da guerra.
Depois do ataque, Filashkin suspendeu o transporte público em Kramatorsk e na cidade vizinha de Sloviansk.
Rússia não se pronunciou
O governo russo não havia comentado o caso até a publicação da reportagem. Moscou costuma afirmar que não tem civis como alvo em seus ataques à Ucrânia.
Bombardeios mais intensos
Nos últimos dias, o Exército russo aumentou os ataques com drones e bombas guiadas contra Kramatorsk e outras cidades da região. A área é conhecida como “cinturão de fortalezas” por sua importância para a defesa ucraniana no leste do país, onde a Rússia concentra a ofensiva desde o início da guerra.
Na quarta-feira (7), um bombardeio atingiu um prédio residencial em Pryluky. Segundo balanço atualizado por Zelensky, 22 pessoas morreram, entre elas cinco crianças, e 54 ficaram feridas.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou recentemente que puniria a Ucrânia pelos ataques a refinarias de petróleo russas e indicou que intensificaria os bombardeios.
Com informações do g1.



